sexta-feira, 16 de maio de 2014

edital Fale sem medo

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Edital
Fundo Fale Sem Medo


Instituto Avon
ELAS - Fundo de Investimento Social


Abril – 2014

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FUNDO FALE SEM MEDO
O Instituto Avon e o ELAS - Fundo de Investimento Social unem-se para a primeira seleção nacional de projetos a serem apoiados financeiramente com recursos do Fundo Fale sem Medo, contando com o apoio institucional da ONU Mulheres Brasil e estratégico da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. O fundo tem como objetivo apoiar ações de grupos e organizações da sociedade civil que trabalham para o enfrentamento da violência doméstica contra a mulher. A parceria estratégica para a causa une a experiência com o movimento social dentro do país adquirido pelo ELAS ao longo de 12 anos de trabalho e apoio a mais de 250 organizações e grupos de mulheres em prol de ações voltadas para os direitos humanos das mulheres, e a força de ação e de arrecadação do Instituto Avon, por meio da  campanha global da Avon Fale sem medo – não à violência doméstica, que tem direcionado recursos importantes para a causa nos últimos anos.
A campanha Fale Sem Medo foi lançada globalmente em 2004 e implantada no Brasil em 2008, sob a coordenação do Instituto Avon. Desde então, foram direcionados mais de R$ 7 milhões para projetos, em todo o país, que visam a erradicação da violência doméstica contra a mulher, atuando especialmente na disseminação de informação sobre o que é a violência doméstica, os alcances e as possibilidades da Lei Maria da Penha e o serviço Ligue 180, que orienta mulheres vítimas de violência, em todo o Brasil.
O objetivo dessa campanha é promover a erradicação da violência contra as mulheres por meio de apoio a leis e ações que atuem nesse sentido, assim como promover a disseminação de informação sobre o tema e inspirar debates que levem a reflexões e construção de políticas para acabar com a violência contra a mulher.
Os recursos para essa campanha são obtidos por meio de doação direta da Avon, direcionando para a causa 7% dos valores dos cosméticos que apóiam a causa, vendidos nos folhetos de produtos da marca, e por meio da doação de consumidores, ao adquirirem itens da linha de acessórios criados especialmente para arrecadar fundos para a campanha. Os cosméticos e os acessórios são oferecidos por mais de 1,5 milhão de revendedores autônomos de produtos Avon em todo o país.
Como a maior empresa de venda direta de cosméticos, presente em mais de 100 países, com mais de 6 milhões de revendedores autônomos, a Avon adquiriu globalmente a experiência de conectar as pessoas em rede, e tem aproveitado esse potencial na divulgação da campanha Fale Sem Medo, não à violência doméstica. Ao lançar o edital em parceria com o ELAS, abre-se um enorme potencial para construção de uma nova cultura da doação. Significa o apoio a inúmeras ações que serão realizadas por grupos e organizações de mulheres no enfrentamento da violência doméstica, provocando mudanças sociais nas suas realidades locais e consequentemente no país. A parceria entre ambas as instituições representa também infinitas oportunidades de transformação social, pela multiplicação de informações e ações sobre o fim da violência doméstica, além da interlocução entre esses diversos atores.


Edital

FUNDO FALE SEM MEDO
O Instituto Avon, em parceria com o ELAS, lança o Fundo Fale Sem Medo, que tem abrangência nacional. Serão investidos, na sua totalidade, mais de 3 milhões de reais visando o fim da violência doméstica, com a seleção de 30 projetos em todo o Brasil. A iniciativa é parte da campanha global da Avon Fale sem Medo – não à violência doméstica.

Objetivo Geral

Fortalecer institucionalmente por meio do apoio financeiro, de capacitação e de acompanhamento, grupos e organizações que desenvolvam iniciativas com enfoque no direito humano das mulheres a uma vida sem violência doméstica, com segurança, liberdade, paz e saúde.




Objetivos Específicos
a.       Fomentar a discussão e o diálogo com a sociedade sobre a complexidade do fenômeno da violência doméstica e o direito das mulheres a uma vida com segurança, liberdade, paz e saúde.
b.       Criar estratégias inovadoras que permitam formar uma nova consciência contra a violência doméstica.  
c.        Influenciar políticas públicas e controle social como forma de mudar o cenário brasileiro da violência doméstica.
d.       Investir em ações socioculturais de interesse público e empreendidas com excelência, respeitando e promovendo a diversidade e as liberdades culturais;
e.       Ampliar consciências e estimular projetos para o direito das mulheres a uma vida com segurança, liberdade, paz e saúde;
f.         Contribuir para o surgimento de capacidades econômicas locais de forma solidária e sustentada;
g.       Estimular a participação cívica e o trabalho em redes sociais com objetivo de promoção dos direitos humanos das mulheres;
h.       Estimular a ação e liderança dos 1,5 revendedores autônomos de produtos Avon  na disseminação de informação sobre a causa.  

Recursos e prazo de execução dos projetos
Este edital de seleção contempla 3 faixas de apoio, com recursos financeiros  disponibilizados às organizações beneficiárias, para seleção de um total de 30 projetos, sendo um para cada grupo/organização e com tempo de execução de até 12 meses:
1- No caso de projetos de pequeno porte ou geridos por grupos informais: projetos de até R$ 20.000,00 (vinte mil reais).
2 - Organizações formais: até 10 organizações com projetos de médio porte no valor de até R$ 40.000,00 (quarenta mil reais).
3 - Organizações formais: apoiar até 10 organizações com projetos de grande porte no valor de até R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais).

Capacitação
Será indispensável para a possibilidade de continuidade de apoio aos projetos, a participação das organizações e grupos selecionados nos eventos de capacitação: 

       Capacitações de formação: Construção de capacidades em desenvolvimento institucional, mobilização de recursos e comunicação, marketing e ações comunicativas.

       Diálogos Estratégicos e Trabalho em Rede: Encontro das organizações e grupos de mulheres selecionados para dialogar e planejar estratégias conjuntas pelo fim da violência doméstica no Brasil, exemplo mobilizações/ações específicas no mês de novembro, próximo aos 16 dias de ativismo (de 25 de novembro a 10 de dezembro) e no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
           

Participação
Poderão participar e concorrer neste edital as organizações da sociedade civil e grupos informais de mulheres ou mistas[1] que se dediquem a promoção e defesa dos direitos das mulheres e/ou aos direitos humanos com experiência de atuação no enfrentamento da violência contra as mulheres. No caso das organizações mistas, o projeto deverá ser coordenado por mulher(es). Os grupos informais de mulheres deverão pelos menos ter um ano de atuação no enfrentamento da violência contra as mulheres.

Linhas de apoio
A resposta à violência contra as mulheres precisa ser vista de forma mais ampla e complexa, por isso, serão avaliados projetos que tenham incidência nas causas da violência doméstica, que se utilizem de estratégias diversas para o enfrentamento e acessem as normas e  leis que existem para enfrentá-la. Assim, serão avaliados projetos/propostas que tenham como foco os seguintes temas:
        Mobilização social: promover ações informativas e preventivas sobre a violência contra as mulheres; fomentar o diálogo e ampliar o entendimento sobre a violência doméstica e sobre a Lei Maria da Penha; realizar atividades de capacitação e difusão dos direitos das mulheres a uma vida com liberdade e segurança; atividades que promovam um ambiente de harmonia entre os sexos e que convoquem os homens a lutar pelo fim da violência contra as mulheres.
        Geração de Renda: projetos de geração de renda, voltados a promover a independência econômica da mulher como forma de possibilitar  sua autonomia e  rejeição  da violência doméstica.
        Esporte: como uma ferramenta importante de enfrentamento a violência doméstica, principalmente entre a(o)s jovens.
        Comunicação: produção e elaboração de materiais audiovisuais, inovadores  e criativos para difusão dos direitos das mulheres a uma vida com liberdade e segurança, usando novas tecnologias de comunicação, redes sociais, rádio, vídeo, cinema. Elaboração de Campanhas pelo fim da violência contra as mulheres: atividades de comunicação e divulgação sobre o tema da violência doméstica na comunidade, no município, no Estado usando estratégias inovadoras que estimulem a criação de uma nova consciência de paz, envolvendo inclusive homens, principalmente os jovens.
        Arte e Cultura: produção artística e cultural que promova o direito das mulheres à segurança, liberdade e o fim da violência contra as mulheres construindo ambientes de harmonia e paz.
        Políticas Públicas e controle social, incidência em espaços de poder: atividades de reivindicação de direitos e políticas públicas para as mulheres no campo do enfrentamento a violência doméstica; articulação com outras redes de mulheres, feministas e de direitos humanos no tema do enfrentamento a violência doméstica, de fortalecimento das organizações, grupos e associações de mulheres para o exercício de controle social das políticas públicas.

Seleção de projetos 
Os projetos serão avaliados segundo critérios como: pertinência em relação à proposta definida pela linha de cobertura; relevância da metodologia; adequação da aplicação dos recursos; viabilidade técnica; amplitude dos efeitos na comunidade; inovação; trabalho em rede; ações comunicativas, impacto social local e nacional; promoção de diálogos com a sociedade.
Os projetos serão selecionados pelo Comitê de seleção do Fundo Elas, com participação de representantes do Instituto Avon, da ONU Mulheres Brasil e da Secretaria de Políticas paras as Mulheres da Presidência da República, com voz e sem voto.
Acompanhamento
O Fundo Elas fará regularmente um acompanhamento das organizações e/ou grupos selecionados por meio de:
       Email
       Conferências Via Skype
       Via telefônica
       Durante os eventos de capacitação
       No momento da entrega de prestação de contas financeira e narrativa

Avaliação
Metodologia desenvolvida pelo Fundo Elas: 
        Análise dos questionários de solicitação preenchidos pelas organizações e grupos para o edital do concurso;
        Monitoramento presencial nos encontros, diálogos, capacitações e eventos;
        Análise dos questionários narrativos parciais e finais;
        Revisão do relatório financeiro de prestação de contas;
        Indicadores de resultados quantitativos e qualitativos.

Abrangência: Nacional

Todas as organizações ou grupos informais, ao submeter uma proposta de projeto, deverão preencher o formulário anexo e enviá-lo ao endereço postal do Fundo ELAS que se encontra no final do edital.

O formulário para solicitação de financiamento tem três partes:
        As duas primeiras (I e II) deverão ser preenchidas com informações sobre o grupo ou organização proponente. Você deve preenchê-las e colocá-las em um envelope com o título: Dados de identificação. A terceira parte (III) contém as informações sobre o projeto e deve vir com o pseudônimo (nome fantasia) da organização.  Dessa parte, você deve enviar duas cópias junto com o envelope com os dados de identificação (partes I e II), em outro envelope maior,  para o endereço postal do Fundo ELAS.
        A exigência de um pseudônimo (nome fantasia) é para garantir a transparência e imparcialidade do processo de seleção.
         Não serão aceitas propostas enviadas via correio eletrônico. Serão avaliadas todas as propostas com data de postagem até 9 de junho de 2014.

Prazos a serem observados
Do Lançamento deste edital: dia 7 de maio de 2014
Do período de vigência deste edital – Inscrições até 9 de junho de 2014 (vale a data do correio postal)
Do período de seleção: de 10 de junho a 1º de agosto de 2014
Da divulgação do resultado da seleção: 4 de agosto de 2014 (semana de aniversário da Lei Maria da Penha)
Previsão de início dos projetos: Agosto de 2014
Da capacitação: Setembro de 2014
Previsão de encerramento dos projetos: Julho de 2015
Do envio dos relatórios parciais (narrativo e financeiro): Janeiro de 2015
Do envio dos relatórios (narrativo e financeiro) e avaliações finais: Agosto de 2015 ou no máximo até 20 dias após o encerramento do projeto. 

Divulgação dos resultados do Concurso
Os grupos ou organizações que tiverem seus projetos selecionados serão contatados por e-mail ou telefone e seus nomes serão divulgados na data marcada neste edital nos sites do Instituto Avon (www.institutoavon.org.br), do ELAS (www.fundosocialelas.org), da ONU Mulheres (www.unifem.org.br) e da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (www.spm.gov.br). Os demais projetos não selecionados, não serão notificados e nem devolvidos. Os grupos ou organizações proponentes devem consultar a listagem disponibilizada a partir de 4 de agosto de 2014.
Responsabilidades das organizações e grupos de mulheres apoiadas
1. As organizações e grupos de mulheres ou mistos apoiados deverão oferecer todas as informações necessárias à realização e ao desenvolvimento do projeto.
2. As organizações e grupos de mulheres ou mistos apoiados deverão cumprir todos os critérios solicitados neste edital.
3. O recurso terá que ser devolvido, caso seja identificada irregularidade no cumprimento dos objetivos explicitados no projeto, ou seja, uso inadequado dos recursos, falta de transparência na prestação de contas, descumprimento deste edital e/ou de qualquer cláusula do contrato que deverá ser assinado entre o ELAS Fundo de Investimento Social e a organização ou grupo de mulheres selecionado.
4. Se o grupo ou organização se dissolver antes de ter executado parcial ou integralmente o projeto, deve avisar imediatamente à Coordenação do ELAS Fundo de Investimento Social para que sejam tomadas as providências necessárias.
5. Em nenhuma hipótese será permitida a transferência do projeto ou dos recursos à outra organização ou grupo de mulheres, sem a expressa autorização por escrito do Fundo ELAS.

Dúvidas, alterações no escopo da proposta, relatórios e visitas
Durante o período do contrato, os grupos ou as organizações podem e devem contatar o Fundo ELAS sempre que surgir uma dúvida ou uma dificuldade. O Fundo ELAS deverá ser informado se no período do contrato acontecer mudanças que afetem o grupo ou a organização, incluindo afastamento da coordenadora ou responsável pelo projeto.

O grupo ou a organização se compromete a entregar ao Fundo ELAS um relatório narrativo e financeiro parcial, durante a execução do projeto e outro relatório ao final da implementação do projeto. Para isso, haverá um formulário específico que será enviado em tempo aos projetos selecionados.
O grupo ou a organização se compromete a dar ao Fundo ELAS informações atualizadas sobre o cumprimento do objeto e sobre as atividades realizadas no projeto, quando for necessário.
 Os grupos ou organizações apoiadas poderão receber visitas, sempre previamente agendadas, de membros da equipe do Fundo ELAS, de conselheiras ou consultoras indicadas pelo Fundo ELAS, do Instituto Avon, da ONU Mulheres Brasil e da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, antes, durante ou depois do término do projeto.
Poderão ainda receber visitas de jornalistas e imprensa, previamente agendadas, para apresentação das atividades e dos projetos que serão acompanhadas pela Assessoria de Comunicação do Fundo ELAS.
Disposições gerais
As integrantes do Conselho Deliberativo, Honorário e Fiscal, assim como toda a equipe do Fundo ELAS, do Instituto Avon, da ONU Mulheres e da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, não podem apresentar projeto neste Concurso.

Contato para informações:
Rosane Barbosa, assistente da coordenação
Rua Hans Staden, 21 - Botafogo, Cep 22281-060 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel +55 (21) 2286-1046 / Fax 55 (21) 2286-6712



[1] Organizações da sociedade civil mistas, leia-se: organizações da sociedade civil compostas por mulheres e homens.

convite especial do Grupo pela VIDDA/RJ


sexta-feira, 11 de abril de 2014

PROJETO DE LEI Nº 2481/2013 vale social

Projeto de Lei

     Autor do Documento:  Marcelo P Bento/ALERJ       Data de Criação: 26/09/2013

     Dep. Representante:   Gilberto Palmares

Texto do Projeto de Lei

PROJETO DE LEI Nº 2481/2013
EMENTA:
MODIFICA O ART. 1º, § 5º, DA LEI Nº 4510, DE 13 DE JANEIRO DE 2005, PARA INCLUIR OS PORTADORES DE HIV/AIDS NO ROL DE BENEFICIADOS COM A ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE TARIFAS NOS SERVIÇOS DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL DE PASSAGEIROS.

Autor(es): Deputado GILBERTO PALMARES


A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

RESOLVE:
Art. 1º Esta Lei modifica o art. 1, §5º, da Lei n. 4510, de 13 de janeiro de 2005, para incluir os portadores de HIV/AIDS no rol dos beneficiados com a isenção do pagamento de tarifas nos serviços de transporte intermunicipal de passageiros.

Art. 2º O art. 1, §5º, da Lei n. 4510, de 13 de janeiro de 2005, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 1º (...)

§ 5º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se também como doenças crônicas a tuberculose ativa, a hanseníase e a AIDS/HIV.” (NR)

Art. 3º As dotações orçamentárias consignadas ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza – FECP, de que trata a Lei n. 4056/2002, cobrirão as despesas decorrentes desta Lei.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 26 de setembro de 2013.



DEPUTADO GILBERTO PALMARES
Terceiro Vice-Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro


JUSTIFICATIVA

Trata-se de projeto de Lei que “MODIFICA O ART. 1º, § 5º, DA LEI Nº 4510, DE 13 DE JANEIRO DE 2005, PARA INCLUIR OS PORTADORES DE HIV/AIDS NO ROL DOS BENEFICADOS COM A ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE TARIFAS NOS SERVIÇOS DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL DE PASSAGEIROS”.

A presente proposição tem objetivo conceder aos portadores da síndrome da imunodeficiência adquirida a isenção do pagamento das tarifas nos serviços de transporte intermunicipal de passageiros, mediante a concessão do vale social para aqueles que comprovarem a necessidade de atendimento e tratamento. Essa comprovação se dará através de laudo médico.

Importante se faz contextualizar o histórico da doença desde o seu surgimento. O Brasil registrou, desde o início da epidemia, em 1980, aproximadamente 656.701 casos de AIDS, conforme descrito no último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. No ano de 2011, foram registrados 38.776 novos casos da doença e taxa de incidência foi de 20,2 casos por 100 mil habitantes.

A epidemia provoca hoje a morte de doze mil cidadãos a cada ano, bem como surgem quarenta e quatro mil novos registros de casos da doença. A AIDS atualmente é uma patologia com tratamento crônico para quem tem acesso aos coquetéis.

Contudo, inúmeros são os problemas enfrentados por aqueles que estão acometidos pela doença. Dentre eles, podemos citar a gratuidade no acesso aos transportes públicos, visando permitir aos portadores uma fácil locomoção seja para o tratamento propriamente dito, seja para buscar os remédios necessários ao combate aos efeitos nocivos da AIDS.

Recentemente foi sancionada pelo Governo do Rio de Janeiro a Lei n. 6541, de 19 de setembro de 2013, de minha autoria, que considerou a tuberculose ativa e a hanseníase como doença crônica para fins de concessão do vale social.

É preciso, portanto, estender esse benefício aos portadores da AIDS por se tratar de uma questão respaldada pelo princípio constitucional da dignidade da pessoa, para que esses cidadãos possam ter a garantia estatal de acesso pleno ao tratamento, o que se traduz numa medida de promoção dos direitos e garantia individual de todos os cidadãos brasileiros e fluminenses.


Neste sentido, conclamo os nobres parlamentares a aprovarem essa justíssima proposta legislativa.

sábado, 22 de março de 2014

AIDS, O PRECONCEITO AINDA CONTINUA

AIDS, O PRECONCEITO AINDA CONTINUA

Não há dúvidas de que o preconceito e o estigma contra mulheres positivas, aliados com impacto social da AIDS, têm contribuído para o aumento dramático da infecção do HIV entre as brasileiras durante os últimos anos. Embora o tema Aids seja hoje abordado mais abertamente, o preconceito ainda é a tônica principal de qualquer discussão. Além disso, a maior parte da população urbana provavelmente já travou contato com as informações necessárias à prevenção do HIV sem que isto acarretasse a adoção de práticas seguras de proteção.

A falta de informação unida ao preconceito contribui, a cada dia, para o aumento dos casos de Aids e outras doenças transmissíveis pelas relações sexuais, interferindo cada vez mais na saúde da população. As estatísticas epidemiológicas apresentadas pelo Ministério da Saúde demonstram que a epidemia do HIV/Aids continua crescendo e atingindo homens e mulheres não importando sua raça, credo ou orientação sexual tendo atingindo no mundo: 33 milhões de pessoas vivem com HIV; 25 milhões já morreram; 12 mil novas infecções por dia. No Brasil o quadro é crítico. Diariamente, são registrados 68 novos casos, 107 internações e 30 mortes.

Questões como direitos sexuais e reprodutivos, direitos sociais e a qualificação dos serviços para uma intervenção mais adequada às necessidades e especificidades das mulheres são objeto de recomendações neste mês internacional das mulheres. O conhecimento é um fator identificado como “chave” no fortalecimento das  ações, pois é a ferramenta indispensável para fortalecer mulheres, pois uma vida com HIV pode ser positiva, negativo é o preconceito.

 Jucimara Moreira
Representante Estadual do Movimento Nacional de Cidadãs Positivas/RJ


sexta-feira, 14 de março de 2014

DOCUMENTO POLITICO DO RIO DE JANEIRO






DOCUMENTO POLITICO DO RIO DE JANEIRO

Aos cuidados de:
Presidência da República
Ministério da Saúde;
Departamento de DST, HIV/AIDS e Hepatites Virais.;
Secretaria de Saúde do Estado e Município do Rio de Janeiro.
Conselho Nacional, Estadual e Municipal de Saúde/ RJ;
Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres da Presidência da República;
Secretaria Estadual e Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres do Rio de Janeiro;
CEDIM – Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres;
Ministério Público Federal e Estadual;
Comissão de Saúde da ALERJ;
Frente Parlamentar de AIDS e TB;
Secretária de Gestão Estratégica e Participativa Federal e Estadual;
Comissão de Defesa do Direito das Mulheres na ALERJ;
Comissão dos Assuntos Sociais do Senado Federal;

Nós, do Movimento Nacional de Cidadãs Posithivas – MNCP/RJ, reunidas Rio de Janeiro 11, 12 e 13 de Março de 2014. EEAN - Escola de Enfermagem Anna Nery , com o apoio da Movimento Nacional das cidadãs Posithivas e do fórum de ONG/Aids do Rio de janeiro e suas afiliadas, com a participação da rede Trans, da rede Jovem (COMPLETAR), ICW-Brasil, Rede de comunidade saudáveis e a presença de 230 Mulheres vivendo e convivendo com HIV/AIDS do Rio de Janeiro e do Brasil, visando o fortalecimento técnico e político.
Diante das dificuldades específicas do Rio de janeiro, relacionadas à perda de nossos direitos conquistados no âmbito da assistência e da prevenção a AIDS, considerada doença crônica, reivindicamos:
1-            Criação e implementação de uma portaria sobre Reprodução Humana Assistida (A portaria nº 3.149 do Ministério da Saúde, de 28 de dezembro de 2012) garantindo assim os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres com HIV/AIDS no para o Estado do Rio de janeiro;
2-            Garantia da implantação e implementação da portaria de Lipodistrofia No. 02/27/3/2007 e promoção de ações de prevenção a Lipodistrofia (de acordo com a portaria 719/2011);
3-            Criação de pesquisas direcionadas ao uso de metacrilato, e outras formas de preenchimento facial e corporal.
4-            Garantia do acesso a profilaxia pós-exposição ao HIV e DST, para as mulheres vítimas de violência sexual e a disponibilidade imediata das novas tecnologias de prevenção no SUS.
5-            Investimento em pesquisas sobre: HTLV, efeitos adversos relacionados aos ARV´S (Menopausa e Envelhecimento precoce, Neuroaids, dentre outros).
6-            Disponibilidade no SUS do exame para HTLV para a população.
7-            Apoio à formação de mulheres vivendo e convivendo com HIV/AIDS em temas relacionados à: Prevenção Positiva, Lipodistrofia, Violência, Reprodução humana assistida e efeitos adversos.
8-            Inclusão das mulheres vivendo e convivendo com HIV/AIDS nos grupos de trabalho já existentes, e a criação de novos espaços relacionados aos temas mencionados no item 6.
9-            Incluir na política de promoção de equidade em saúde o plano integrado de enfrentamento a feminização da epidemia em HIV/AIDS e outras DST e Hepatites Virais.
10-        Implementação nos estados e municípios das diretrizes do plano de feminização.
11-         Planejamento do plano de redução de contracepção e concepção.
12-        Prevenção a cesárea eletiva da transmissão vertical do HIV, do HTLV, Sífilis e Hepatites Virais.
13-        Fornecimento de fórmula láctea continua para filhos de mulheres vivendo com HIV/AIDS e HTLV.

Acreditamos que com o compromisso de todos, teremos respostas para estas demandas e assim, garantirmos uma vida segura, digna e saudável para todas nós.
Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas

Rio de janeiro, 13 de Março de 2014